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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Como diz o professor Miguel Arroyo (2001):


(...) Somos professores. Somos professoras. Somos, não apenas exercemos a função docente. Poucos trabalhos e posições sociais podem usar o verbo ser de maneira tão apropriada. Poucos trabalhos se identificam tanto com a totalidade da vida pessoal. (...) Os tempos de escola invadem todos os outros tempos. Levamos para casa as provas e os cadernos, o material didático e a preparação das aulas. Carregamos angústias e sonhos da escola para casa e de casa para a escola. Não damos conta de separar esses tempos porque ser professoras e professores faz parte de nossa vida pessoal.

É o outro em nós. (p. 27).

Acordo firmado em 1823 entre uma professora e o Conselho de Educação de uma Escola norte-americana

Em muitos países, inclusive no Brasil, dos professores e, sobretudo, das professoras, quase sempre foram cobrados comportamentos de estrita observância das regras morais vigentes. Como exemplo deste tipo de controle, segue abaixo, os termos de um contrato assinado entre uma professora e o Conselho de Educação de uma escola norte-americana, celebrado em 1823.

Este é o acordo entre a Senhorita _____________, professora, e o Conselho de Educação da Escola _________, pelo qual a Senhorita __________ concorda em ensinar por um período de oito meses, começando em 1º de setembro de 1823. O Conselho de Educação concorda em pagar à Senhorita _____________ a soma de 75 dólares por mês.

A Senhorita _____________ concorda com as seguintes cláusulas.

1. Não casar-se. Este contrato torna-se nulo imediatamente se a professora se casar.

2. Não andar em companhia de homens.

3. Estar em casa entre as 8 horas da noite e as 6 horas da manhã, a menos que esteja assistindo a alguma função da escola.

4. Não ficar vagando pelo centro em sorveterias.

5. Não deixar a cidade em tempo algum sem a permissão do presidente do Conselho de Curadores.

6. Não fumar cigarros. Este contrato torna-se nulo imediatamente se a professora for encontrada fumando.

7. Não beber cerveja, vinho ou uísque. Este contrato torna-se nulo imediatamente se a professora for encontrada bebendo cerveja, vinho ou uísque.

8. Não andar de carruagem ou automóvel com qualquer homem exceto seu irmão ou pai.

9. Não vestir roupas demasiadamente coloridas.

10. Não tingir os cabelos.

11. Vestir ao menos duas combinações.

12. Não usar vestidos mais de duas polegadas acima dos tornozelos.

13. Conservar a sala de aula limpa.

14. Varrer o chão da sala de aula ao menos uma vez por dia.

15. Esfregar o chão da sala de aula ao menos um vez por semana com água quente e sabão.

16. Limpar o quadro-negro ao menos uma vez por dia.

17. Acender a lareira às 7 horas da manhã de forma que a sala esteja quente às 8 horas quando as crianças chegarem.

18. Não usar pó no rosto, rímel, ou pintar os lábios.

(Apud.: Apple; Teitelbaun, 2001.p.63)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Baseado no texto faça uma análise da posição desse professor.

Um professor de português de uma escola de periferia não trabalha literatura com os seus alunos, argumentando que essa área é de pouca importância na vida deles. Privilegia, na aula de Português, atividades de leitura de instruções sobre o uso de materiais e de medicamentos, contratos, normas de trabalho, preenchimento de formulários, redação de ofícios e outras da mesma natureza, alegando que esse tipo de atividade preparará melhor esses estudantes pra vida. Baseado no texto faça uma análise da posição desse professor.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Criatividade Infantil

Ouvi uma história que era assim:


É sobre uma garotinha que estava na aula de desenho.

Ela tinha 6 anos e estava lá no fundo desenhando.

A professora contou que essa garotinha quase não prestava atenção, mas essa aula de desenho a interessou.

A professora, fascinada, foi até ela e perguntou: "O que está desenhando?”

E a menina respondeu: "Estou desenhando um retrato de Deus".

E a professora disse: "Mas ninguém sabe como é Deus."

A menina retrucou: "Vão saber num minuto".